
Influenza
Pensamentos, filosofias, achismos, e uma tentativa de falar alguma coisa em meio a um mundo sem fronteiras.
quarta-feira, 9 de março de 2011
A malária está no ar, o ar está mal!

Far Far Away!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Para Falar de Amizade

Quando a gente é criança qualquer um pode ser nosso amigo, o carteiro, o irmão, o vizinho, o filho do amigo do pai, o professor da escola, o amigo internauta, o negro, o pobre, o feio, o alienado, o pouco instruído. Isso só é possível porque as crianças são boas por natureza e a sociedade é quem as corrompe, já diria Jean Jacques Rousseau. Corrompidos que somos nós passamos a escolher, segregar, e discriminar algumas atitudes, alguns gostos, alguns ambientes, e isso só nos dá amigos iguais pessoas parecidas que se encaixam no nosso recém criado perfil. Esse é um dos motivos do porque tantos amigos "inseparáveis" na infância, simplesmente crescem como nós e deixam esse seleto hall. Nós crescemos e nos adaptamos, hora segregando, hora filtrando. Éramos mais simples, menos defensores de ideais, menos opinativos, menos preconceituosos.
Quase perdi muitos amigos pensando: "não sou mais assim, não ouço essas músicas, não curto essas paradas". Automaticamente nós nos agrupamos aos que parecem conosco, ou aos que nós gostaríamos de parecer, com ideais comuns ou não, com princípios compartilhados ou não.
Maravilhosas crianças, que em toda a sua simplicidade não se importam com as diferenças, apenas fazem amigos!
Se entendêssemos que por mais destoante que alguém fosse de nós, esse alguém fosse exatamente igual a nós em seus dilemas, angústias, questionamentos, ou seja, que estamos todos no mesmo barco, faríamos amigos a toda hora, em todo momento não nos importando com nossa imagem construída ao longo de anos de não infância.
Crianças dominam essa arte como ninguém, porque a essência da amizade, o amor está contido nelas mais do que a essência dos adultos, a vaidade.
Façamos amor, façamos de todo mundo nossos amigos!
Esta vai para todos os meus amigos, aqueles que eu não preciso nem citar, mas que sabem que são!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Somos ETs
http://lizzielighthouse.blogspot.com/2009_01_01_archive.htmlHoje me dei conta de várias coisas. Uma delas é que não se pode ter bom diálogo com alguém se essa pessoa não fala a sua língua. Não, não arranhei meu inglês por aí, mas fui compreendido na minha própria língua por alguém que simplesmente partilhava dos mesmos, complexos e incompreendidos, pensamentos.
Um estrangeiro mal alfabetizado em português se sente imcompreendido em outro país e eu como um estrangeiro, achei um conterrâneo meu, e isso é muito bom, o fato de poder falar fluentemente e ser entendido, a oportunidade de partilhar suas experiências, lembrar de sua terra, falar do seu povo, sentir-se em casa. O estranho de tudo isso é ser um gringo em sua terra natal, em sua própria casa, ser uma carta inexistente no baralho de Brasília.
Hoje eu fiquei muito feliz apenas de falar e ter a certeza da compreensão recíproca. Isso é terapêutico, e talvez por isso que os psicólogos/psiquiátras fazem cara de que estão entendendo tudo mesmo diante do imcompreendível.
sábado, 9 de outubro de 2010
Brasil Oligárquico de Sempre
Fonte: aulas100.blogspot.com"Famosos"

Hoje na televisão vemos pessoas que dizem ser artistas, são as vezes bonitas, e possuem acesso aos mais badalados lugares. Tem também aqueles que realmente são artistas, são as vezes bonitos e também possuem acesso aos lugares "chiques". Bom, descobri a fórmula para aparecer na televisão como um bacana, para quem tiver interesse é só responder: "sou modelo", quando perguntarem o que você faz! E assim nós vemos pseudoartistas, pseudoimportantes que alimentam os horários de fofoca da televisão, e sustentam aquelas revistas cheias de fotos e com nada de matéria. E assim é o mundo dos famosos, onde vários só são famosos porque alguém os tem como tal.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Everyone Deserves a Second Chance

Recusar perdão a alguém é tão somente se afirmar como alguém que nunca cometerá algo parecido, igual ou pior. O que fica bonito nos filmes é ver o mocinho pisando na cabeça do vilão, ou ver o baiano tomando um tiro de calibre doze no meio da cara.A idéia que se passa é que é muito bonito também quem foi traído, trair, e quem foi lesado em algo, retribuir o mal.
Perdoamos não para sermos melhores do que o outro, mas para tão somente nos igualarmos a ele. Perdoar é entender a nossa própria espécie criminosa e não se ufanar diante do nosso semelhante. Se fôssemos mais compreensivos, menos amantes de nós mesmos e menos cheios de vaidades sociais (orgulho) perdoaríamos muito mais.
O bom moço dos filmes, e da sociedade não é mais o que distribui elogios, ou não guarda ressentimento, e é amistoso e sincero; mas sim aquele que não perde oportunidade de vingar-se, aquele altivo e trapaceiro, e cada vez mais somos treinados para gostar e nos espelhar nesse tipo de gente. Não que problemas familiares não existissem antes do século passado, mas coincidentemente eles vieram com o advento dos meios de comunicação este, por exemplo, que eu utilizo agora. A televisão é uma das maiores formadoras de caráter do mundo, senão a maior (mas isso é outro assunto). Na televisão, poucas vezes o perdão é tido como um ato nobre. De fato ele é, e infelizmente são poucos os nobres do mundo.
Um homem que revolucionou e ainda revoluciona a forma de enxergarmos o mundo, contou uma certa estória que resumindo, fala de um cidadão que devia bastante ao rei. Certo dia o rei mandou prendê-lo para que o pagasse, mas esse homem suplicando perdão o foi concedido. Este cidadão saiu e foi cobrar a dívida de um cara que devia bem menos que ele, mas este não tendo como o pagar o prendeu. Essa estória foi contada por Jesus e está na Bíblia no livro de Mateus 18:23-35. Esse cara é um típico espertão da sociedade, conhecido como mala. A gente quer ser mala, na verdade se não perdoarmos já somos esse mala. Se nós tivéssemos a noção do quanto éramos devedores para Deus pelos nossos pecados e erros, perdoaríamos essas micharias que fazem com a gente. Perdoar é questão de saúde pública!