
Para começar planejei tudo com bastante antecedência, mas como sempre, só arrumei as malas na madrugada antes de vir. Acontece que viajei no domingo dia 6 de fevereiro, no sábado houve o culto na minha igreja para me despachar, e na sexta fiz uma festinha para mim mesmo, hehehe, com alguns amigos, músicas ao vivo e até bolo de aniversário, afinal faria aniversário dali a nove dias. Portanto, a semana que antecedeu a viagem foi corridíssima além das infindáveis provas que realizei na faculdade.
Me despedi dos de casa e embarquei num vôo para fortaleza para de lá pegar um vôo para Cabo Verde, dali mais dois para Dakar e Bissau respectivamente. Devo confessar que esperava um verdadeiro matagal ao chegar ao aeroporto de Cabo Verde, mas me surpreendi, a estrutura era aconchegante e só passava canais brasileiros na televisão. Pensamento preconceituoso o meu não? Mas estava certo, só errei o aeroporto pois a minha expectativa se confirmou no aeroporto de Bissau. Viagem cansativa? nada, em todo tempo eu estive sentado no avião com ar condicionado e lanchinho, cansativo é viajar nos toca-tocas daqui, famosos por não terem lotação máxima e pelo calor que a estrutura de metal lhes confere. No aeroporto de Bissau, após ter feitos já alguns amigos guineenses vindos do Brasil, encontrei-me com o missionário Wesley, também conhecido como Wesley Cunningham! Nós passamos o dia na capital Bissau, uma verdadeira bagunça e desordem reflexos do abandono e desleixo das autoridades governamentais. Um trânsito caótico, onde acredite, calçadas viram faixas de ultrapassagem! A noite o povo torce para que não haja nuvens que possam impedir a luz da lua, já que não existe rede de energia elétrica. um dado momento após o guarda de trânsito ter ido embora o trânsito travou, era um cruzamento onde um caminhão entrou atravessado e outros carros também entraram calculando erradamente suas posições de forma que o caminhão nem andava para frente nem para trás, e como se não bastasse, ninguém mais andava nem um centímetro, pois aqui nos cruzamentos todos tem a preferência! O businaço começou e se não fosse por uns 5 rapazes terem decido de seus carros e organizado o trânsito, estaríamos lá até agora!
Chegamos em Gabú, uma cidade do interior onde ficaria e ao descer do carro o povo da Base missionária me recebeu com musiquinhas bem legais da região ao ritmo de tambôs e palmas. Aliás vale ressaltar que as musiquinhas daqui são realmente envolventes e ótimas de se cantar e dançar! Melancolia em músicas é algo que praticamente não existe!
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