sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Everyone Deserves a Second Chance


Recusar perdão a alguém é tão somente se afirmar como alguém que nunca cometerá algo parecido, igual ou pior. O que fica bonito nos filmes é ver o mocinho pisando na cabeça do vilão, ou ver o baiano tomando um tiro de calibre doze no meio da cara.A idéia que se passa é que é muito bonito também quem foi traído, trair, e quem foi lesado em algo, retribuir o mal.

Perdoamos não para sermos melhores do que o outro, mas para tão somente nos igualarmos a ele. Perdoar é entender a nossa própria espécie criminosa e não se ufanar diante do nosso semelhante. Se fôssemos mais compreensivos, menos amantes de nós mesmos e menos cheios de vaidades sociais (orgulho) perdoaríamos muito mais.

O bom moço dos filmes, e da sociedade não é mais o que distribui elogios, ou não guarda ressentimento, e é amistoso e sincero; mas sim aquele que não perde oportunidade de vingar-se, aquele altivo e trapaceiro, e cada vez mais somos treinados para gostar e nos espelhar nesse tipo de gente. Não que problemas familiares não existissem antes do século passado, mas coincidentemente eles vieram com o advento dos meios de comunicação este, por exemplo, que eu utilizo agora. A televisão é uma das maiores formadoras de caráter do mundo, senão a maior (mas isso é outro assunto). Na televisão, poucas vezes o perdão é tido como um ato nobre. De fato ele é, e infelizmente são poucos os nobres do mundo.

Um homem que revolucionou e ainda revoluciona a forma de enxergarmos o mundo, contou uma certa estória que resumindo, fala de um cidadão que devia bastante ao rei. Certo dia o rei mandou prendê-lo para que o pagasse, mas esse homem suplicando perdão o foi concedido. Este cidadão saiu e foi cobrar a dívida de um cara que devia bem menos que ele, mas este não tendo como o pagar o prendeu. Essa estória foi contada por Jesus e está na Bíblia no livro de Mateus 18:23-35. Esse cara é um típico espertão da sociedade, conhecido como mala. A gente quer ser mala, na verdade se não perdoarmos já somos esse mala. Se nós tivéssemos a noção do quanto éramos devedores para Deus pelos nossos pecados e erros, perdoaríamos essas micharias que fazem com a gente. Perdoar é questão de saúde pública!

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