
Quando a gente é criança qualquer um pode ser nosso amigo, o carteiro, o irmão, o vizinho, o filho do amigo do pai, o professor da escola, o amigo internauta, o negro, o pobre, o feio, o alienado, o pouco instruído. Isso só é possível porque as crianças são boas por natureza e a sociedade é quem as corrompe, já diria Jean Jacques Rousseau. Corrompidos que somos nós passamos a escolher, segregar, e discriminar algumas atitudes, alguns gostos, alguns ambientes, e isso só nos dá amigos iguais pessoas parecidas que se encaixam no nosso recém criado perfil. Esse é um dos motivos do porque tantos amigos "inseparáveis" na infância, simplesmente crescem como nós e deixam esse seleto hall. Nós crescemos e nos adaptamos, hora segregando, hora filtrando. Éramos mais simples, menos defensores de ideais, menos opinativos, menos preconceituosos.
Quase perdi muitos amigos pensando: "não sou mais assim, não ouço essas músicas, não curto essas paradas". Automaticamente nós nos agrupamos aos que parecem conosco, ou aos que nós gostaríamos de parecer, com ideais comuns ou não, com princípios compartilhados ou não.
Maravilhosas crianças, que em toda a sua simplicidade não se importam com as diferenças, apenas fazem amigos!
Se entendêssemos que por mais destoante que alguém fosse de nós, esse alguém fosse exatamente igual a nós em seus dilemas, angústias, questionamentos, ou seja, que estamos todos no mesmo barco, faríamos amigos a toda hora, em todo momento não nos importando com nossa imagem construída ao longo de anos de não infância.
Crianças dominam essa arte como ninguém, porque a essência da amizade, o amor está contido nelas mais do que a essência dos adultos, a vaidade.
Façamos amor, façamos de todo mundo nossos amigos!
Esta vai para todos os meus amigos, aqueles que eu não preciso nem citar, mas que sabem que são!
João, que legal seus textos! Vc escreve muito bem! E filosofa bastante também! Rs. Parabéns por esse dom!
ResponderExcluirBeijos
Marta S. Porto